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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, de J. A. Gonçalves Guimarães

 


A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, de J. A. Gonçalves Guimarães

A 24 de Agosto de 1820 eclode na cidade do Porto uma Revolução constitucional que irá não só ditar o futuro imediato de Portugal e do Brasil, mas também o desta cidade portuária e mercantil, placa giratória de mercadorias entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo, a América do Norte e a América do Sul, as Ilhas Atlânticas, a África e o Brasil. Sobre este cenário J. A. Gonçalves Guimarães, elaborou a sua tese de doutoramento intitulada A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, agora data à estampa com a chancela da Confraria Queirosiana. No Prefácio, da autoria do Professor Doutor Jorge Fernandes Alves, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, pode ler-se: «O autor segue, com pormenores informativos recolhidos em variadas fontes documentais e impressas, o percurso de 155 firmas de armadores-negociantes [da praça mercantil do Porto], cujas fichas traz para o texto do relatório, anotando incidentes marítimos e/ou movimentos comerciais, procurando ainda os entroncamentos familiares e outros dados de natureza individual. A perspetiva usada de micro-história, seguindo os percursos individuais, traduz-se num importante contributo para desvendar o sujeito neste grupo histórico de forte incidência local, atribuindo-lhes um papel no seu mundo, trazendo o homem à superfície nas suas ações e decisões, ainda que no quadro de forças mais amplas que o condicionam, numa opção de investigação que ajuda a conferir à história económica e social novas configurações».

A obra tem ainda como complemento o Anexo I, um Catálogo referente a 1852 embarcações que entraram e saíram a barra do Douro no período estudado, com muitos dados sobre as mesmas (armador, estaleiro, capitão ou mestre, rotas, cargas, consignatários e outras indicações) em muitos casos para datas anteriores e posteriores às deste estudo. O referido Catálogo existe apenas em versão eletrónica acessível em:

https://academiaecadequeiros.blogspot.com podendo igualmente ser solicitado para: queirosiana@gmail.com

https://www.slideshare.net/queirosiana/frota-anexo-ipdf

terça-feira, 28 de junho de 2022

Palestra das últimas quintas-feiras do mês - junho

 



Nas presentes comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, tem-se falado na deslocação do coração de D. Pedro IV até ao país irmão num ato simbólico.

Estando depositado na Igreja da Lapa no Porto, poucos saberão que o mesmo esteve para ficar na igreja do Mosteiro da Serra do Pilar e porque tal não aconteceu.

Nesta palestra iremos lembrar as ligações de D. Pedro IV ao baluarte da Serra do Pilar durante o Cerco do Porto.

Entrar na reunião Zoom

https://us02web.zoom.us/j/83448279928?pwd=ORFpD9H7aYDerR63PXMQkng782MmZ6.1

ID da reunião: 834 4827 9928
Senha de acesso: 599641

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Lançamento dos n.ºs 08 (2019) e 09 (2020) da Revista Douro. Vinho, História e Património.

 


CONVITE

A Vereadora do Pelouro da Cultura e da Programação Cultural da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eng.ª Paula Carvalhal; o Presidente da Direção da Associação Portuguesa da Vinha e do Vinho (APVHIN/GEHVID), Prof. Doutor António Barros Cardoso e o Presidente da Direção dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, Prof. Doutor José Manuel Tedim, convidam V.Ex.ª a estar presente no lançamento dos n.os 08 (2019) e 09 (2020) da revista Douro. Vinho, História e Património. Wine, History and Heritage, que terá lugar no sábado, 2 de julho, pelas 17 horas, no Solar Condes de Resende em Canelas - Vila Nova de Gaia.

Atuação do grupo coral Eça Bem Dito e de José Bordelo em guitarra clássica seguidas de Porto de Honra


terça-feira, 29 de março de 2022

14ª sessão do curso livre sobre História, Património e Turismo

 


Turismo em Gaia e na Área Metropolitana do Porto

«Uma cidade de transição, que viveu muito em torno do conceito de dormitório, como aconteceu com todas as cidades do primeiro anel periférico da cidade do Porto, mas é uma metrópole que hoje se reconfigura do ponto de vista das atividades económicas e patrimoniais, tanto a nível turístico como relativo a redes de solidariedade, que é um domínio onde temos apostado, uma vez que queremos criar laços e coesão entre as pessoas. Só assim se cria uma identidade e, nesse aspeto, creio que Vila Nova de Gaia tem sido exemplar ao longo dos últimos anos»

terça-feira, 22 de março de 2022

13ª sessão do curso livre sobre História, Património e Turismo



Eça de Queirós e D. Luís de Castro Pamplona, conde de Resende, viajaram para o Egito em 1869 para assistirem à inauguração do canal de Suez, um evento que motivou feéricos festejos e propiciou aos dois amigos uma viagem pelo Norte do país do Nilo com um prolongamento pela então chamada Terra Santa, num percurso emotivo que incluiu uma visita no Sul da península do Sinai. O roteiro queirosiano traçado entre o Egito e Israel permite hoje aos viajantes (e são muitos os interessados) jornadear por terras cheias de história, de cultura e de monumentos, graças às boas e profícuas relações que estes dois países têm entre si atualmente, facilitando assim a escolha deste roteiro como um aliciante e enriquecedor destino turístico. Mas a impressionante riqueza histórica e cultural que este percurso oferece, tanto na escolha dos locais a visitar em ambos os países (quer os sítios antigos ou os mais recentes) como na sua limpa e objetiva descrição, exige adrede que os agentes promotores de uma viagem que recrie a jornada queirosiana se atenham criteriosamente à divulgação séria e coerente das suas propostas, dando um cunho didático aos programas colocados à disposição dos viajantes. 

quarta-feira, 16 de março de 2022

12ª sessão do curso livre de História, Património e Turismo

 


Nesta aula do Curso de História, Património e Turismo pretendemos abordar a questão dos hotéis ditos queirosianos. Mas, o que são? Que características têm? Onde se localizam? Quantos existem? E porque os designamos assim?

A estas e outras questões queremos dar resposta apresentando um estudo de caso que fizemos à volta do Hotel Lawrence em Sintra, por onde passaram numerosíssimos viajantes que deixaram marcas na História e na Literatura, masculinos e femininos, portugueses e estrangeiros, jovens à procura de aventura, e menos jovens que ali pernoitaram no desempenho das suas funções. Uns e outros registaram a sua opinião de que agora nos servimos para nos ajudar a esclarecer a principal questão: o que é um hotel queirosiano?

quarta-feira, 9 de março de 2022

11ª sessão do curso livre sobre História, Património e Turismo

 


O Turismo como fator económico, social e cultural

O Turismo tem vindo a crescer e a tornar-se um dos setores económicos mais importante do mundo. Durante os últimos anos, o turismo foi fortemente afetado pela pandemia, dado que os fluxos de pessoas, os transportes bem como os setores do alojamento, restauração, cultura e lazer estiveram encerrados. Contudo, com a retoma da normalidade, o turismo irá regressar ainda com mais força.

O ‘novo turismo’ que aí vem terá um perfil substancialmente diferente do que estávamos habituados. Os consumidores irão procurar destinos e produtos mais sustentáveis, bem como atividades associadas à cultura e património.

Durante a nossa apresentação iremos dissertar sobre a evolução do turismo, enfatizando as novas realidades emergentes tendo por base a cultura e o património. Iremos trazer para a discussão a importância do turismo criativo, tendo por base trabalhos que temos desenvolvido ao nível do concelho de Barcelos.

Carlos Costa

Professor Catedrático da Universidade de Aveiro