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terça-feira, 27 de setembro de 2022

Palestra das últimas quintas-feiras do mês

 


Luís Maria Pinto de Soveral, que para a História ficaria conhecido como Marquês de Soveral, nasceu na Quinta de Cidrô, S. João da Pesqueira, a 28 de maio de 1851 e faleceu em Paris a 5 de outubro de 1922. Decorre por isso este ano o Centenário do seu passamento.

Tendo sido um dos "Vencidos da Vida", foi também um dos diplomatas mais conhecidos e prestigiados do seu tempo. Por isso a Associação de Amigos de Pereiros (S. João da Pesqueira) e os Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana entenderam, com outras entidades, organizar um programa comemorativo do seu Centenário que se estenderá pelo ano de 2023.

Entrar na reunião Zoom

ID da reunião: 885 4076 2783
Senha de acesso: 152753

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Eça & Outras

 Eça & Outras, domingo, 25 de setembro de 2022

Ano do Centenário da 1.ª Travessia Aérea Lisboa – Rio de Janeiro e do Bicentenário da Independência do Brasil 

Quadros da História de Portugal

            No átrio da Estação Ferroviária de São Bento no Porto as paredes estão revestidas com painéis de azulejos de Jorge Colaço que representam “quadros da História de Portugal”, além de outras figurações. Produzidos em 1915, estão ali para cumprir uma função decorativa, mas certamente também pedagógica, que leve o espectador a interrogar-se sobre o que representam. Alguns deles são hoje considerados meras invenções, como o que representa Egas Moniz e família com a corda ao pescoço perante o rei de Leão, a resgatar a honra da palavra dada. Estes “quadros históricos” de certo modo são, não apenas coetâneos, mas muito semelhantes aos representados nas aguarelas de Roque Gameiro e Alberto de Sousa reproduzidas nas cromolitografias dos oito «Quadros da História de Portugal» coordenados pelos professores de História Chagas Franco e João Soares, que os serviços de Educação da então jovem República distribuíam pelas escolas do país para serem explicados pelos professores dos alunos do ensino primário. Convém sempre lembrarmo-nos que se trata de recreações artísticas muito distantes da época em que decorreram as ações que representam e das quais nem haverá iconografia coetânea, nem da cena nem dos retratos dos intervenientes, ou seja, o fotógrafo não estava lá (pois só “chegaria” do século XIX…), nem sequer o desenhador, o pintor ou o gravador. São interpretações baseadas, na melhor das hipóteses, na leitura de documentos ou textos da época ou, o mais corrente, em leituras e interpretações muito posteriores. São artísticos, são simbólicos, são didáticos, mas a sua historicidade fica, geralmente, muito a desejar e na mira questionadora da mais recente historiografia. Esta técnica contemporânea de publicar e difundir “quadros” da História de Portugal em diversos suportes e modalidades tem exemplares notáveis que, de um modo geral, ainda não terão merecido a atenção dos historiadores da Educação. Lembro-mo que, quando eu era entre o jovem e o adolescente colecionei os “cromos” da História de Portugal editados pela Agência Portuguesa de Revistas, compilada por António Feio «segundo as Histórias de Portugal oficialmente aprovadas, de António G. Matoso, Chagas Franco e Janeiro Acabado» e ilustrada por Carlos Alberto, num total de 204 imagens coloridas impressas em pequenos retângulos de papel brilhante, legendadas no tardoz, que colávamos numa caderneta que custava quatro escudos e que apresentava na capa uma interpretação da Batalha de Aljubarrota e na contra-capa a do rei D. Dinis a deparar com o “milagre das rosas” da rainha Santa Isabel. Aí se dizia «publicação de interesse pedagógico» e edição do Mundo de Aventuras, uma então regular publicação de Banda Desenhada. A coleção começava com uma figuração da Península Ibérica com a localização de Portugal e terminava com o retrato desenhado do então presidente da República almirante Américo Tomás, destacado na última página. Na penúltima, para além dos retratos de Gomes da Costa, Carmona, Salazar e Craveiro Lopes, um “cromo” alusivo à 1.ª Grande Guerra e à 1.ª Travessia Aérea Lisboa – Rio de Janeiro. E mais nada sobre a História portuguesa do século XX.

            Recuando para os anos cinquenta, a Editorial Século publicou um livro com sólida encadernação, capa colorida com o desenho de uma espada quatrocentista e a representação de algumas das sucessivas bandeiras nacionais, intitulado A Nossa Pátria, sem indicação de autor, ilustrado por Eduardo Teixeira Coelho (Angra do Heroísmo 1917 – Florença 2005). O texto ficcionado refere-se à visita a Portugal de um luso-descendente estadunidense e, para cada terra que ele visita, a descrição dos monumentos e acontecimentos mais marcantes da História de Portugal ali ocorridos ou com os quais se relaciona, neste caso ilustrados não tanto como “quadros”, mas mais como imagem-símbolo: Martim Moniz, Vasco da Gama, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, Nun’ Álvares, Geraldo Sem Pavor, Mendes da Maia o Lidador, as campanhas da Restauração, Infante D. Henrique, a conquista do Algarve, o alfageme de Santarém, D. Pedro e D. Inês, «vitória em Aljubarrota», Gualdim Paes, Invasões Francesas, Princesa Santa Joana, Viriato «o maior dos Lusitanos», «trágicas lutas civis», D. Pedro IV, e «o berço de Portugal» com D. Afonso Henriques, dezanove imagens ao todo onde D. Nuno Álvares Pereira e Aljubarrota são tema para três delas. Desconhecemos o sucesso do livro que hoje é bastante raro.

Na mesma época os CTT (Correios de Portugal) emitiam uma coleção de bilhetes-postais para correspondência corrente, ao preço de 50 centavos cada, com uma imagem legendada na parte esquerda do observador na face dedicada ao endereço, fazendo parte de uma série intitulada «Conheça a sua História», num total de 86 exemplares diferentes com aspeto de “quadros”, de desenho estilizado, cujo autor ainda não conseguimos determinar, uns impressos a azul, outros a preto, outros a verde, outros a sépia, outros combinando estas cores. O quadro n.º 1 é a «Batalha de S. Mamede» e o n.º 86 a «Reunião em Lisboa do Conselho do Atlântico» (1952), ou seja, apresenta acontecimentos desde «a primeira tarde portuguesa» até um muito mais recente e contemporâneo da emissão da própria coleção. Pelo meio referem-se “quadros” pouco conhecidos, como a participação portuguesa na «Batalha de Matapão» (1717; postal n.º 61), ou controversos como as «Aparições de Fátima» (1917, postal n.º 79), que o regime do Estado Novo queria tornar “histórico”, não apenas na sua fenomenologia social facilmente constatável, mas mesmo na sua improvável génese cosmogónica.

A validade destas Histórias de Portugal em “quadros” ou mesmo em textos que se pretendiam “exemplares”, isto é “verdadeiros”, tinha já sido questionada por Eça de Queirós numa carta enviada ao seu amigo Oliveira Martins, um literato que escrevia sobre História de Portugal, no caso sobre o seu livro A Vida de Nun’Álvares (1893): «Também não me agradam muito certas minudências do detalhe plástico, como a notação dos gestos, etc. Como os sabes tu? Que documento tens para dizer que a rainha, num certo momento, cobriu de beijos o Andeiro, ou que o Mestre passou pensativamente a mão pela face? Estavas lá? Viste? Esses traços, penso eu, não dão mais intensidade de vida, e criam uma vaga desconfiança.» (Eça de Queirós, Correspondência, 26.04.1894). Então para que servirão hoje estes “quadros”, para além dos seus, quantas vezes, logros ilustrativos? Logo mais para nos prevenir que a História é uma interrogação contínua e abolir de vez o «foi assim, foi exatamente assim».

J. A. Gonçalves Guimarães

secretário da direção

Comemorações do Bicentenário

            Prosseguem em Portugal e no Brasil as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, algumas das quais têm contado com a participação ou a colaboração dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana ou entidades com quem tem protocolos assinados. Assim, no passado dia 1 de setembro a Academia Alagoana de Letras abriu as portas da Casa Jorge de Lima para ouvir o historiador brasileiro Douglas Apratto dissertar sobre «Alagoas e a Independência do Brasil».

Jornadas Europeias de Património 2022

            Ontem, sábado, dia 24 de setembro, decorreu no Solar Condes de Resende entre as 15 e as 17 horas um colóquio integrado nas Jornadas Europeias do Património 2022, que contou com a colaboração de diversos investigadores do Gabinete de História, Arqueologia e Património da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana e do Solar Condes de Resende enquanto equipamento municipal da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. A sessão foi aberta pelo presidente da direção Prof. Doutor José Manuel Tedim a que se seguiram os oradores de acordo com o programa pré-elaborado. Assim, J. A. Gonçalves Guimarães falou sobre um projeto de estudo intitulado «Águas em Gaia, passado, presente e futuro»; Maria de Fátima Teixeira sobre «O Rio Uíma e a produção hidroelétrica da Companhia da Fiação de Crestuma»; João Fernandes, sobre «A energia eólica e a indústria de moagem: os moinhos de vento em Vila Nova de Gaia»; e Cristiana Borges sobre «As fábricas de Sulfureto de Carbono e os protestos contra a poluição atmosférica», a que se seguiu o debate sobre os temas apresentados.

Palestras

            No passado dia 12 de setembro a Associação Comercial, Industrial e e Serviços de Vila Nova de Gaia (ACIGAIA) comemorou 125 anos de existência com uma gala no Auditório Municipal à qual estiveram presentes como convidados diversos confrades queirosianos representando diversas instituições. Do programa constou uma palestra sobre a sua História por J. A. Gonçalves Guimarães, autor de Memória histórica dos antigos comerciantes e industriais de Vila Nova de Gaia; Livro do Centenário da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Gaia: ACIGAIA, 1997, e coordenador da obra escrita em colaboração com Susana Guimarães e Eva Baptista em 2004, História da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Gaia/ History of the Commercial and Industrial Association of Vila Nova de Gaia, ainda não publicada.

            Na próxima quinta-feira, dia 29 de setembro, na habitual palestra das últimas quintas-feiras do mês no Solar Condes de Resende, J. A. Gonçalves Guimarães falará sobre «O centenário do Marquês de Soveral», a partir da sua obra Marquês de Soveral, Homem do Douro e do Mundo/ The Marquis de Soveral, Son of the Douro, Man of the World, versão inglesa de Karen Bennett. São João da Pesqueira: Câmara Municipal/ Edições Gailivro, 2008.

Livros e Revistas

No stand da Confraria Queirosiana: Sebastião Feyo, J. A. Gonçalves Guimarães, José Manuel Tedim,
Marcelo Rebelo de Sousa, César Oliveira; fotografia de Cristiana Borges

Ainda a Feira do Livro do Porto

Como foi divulgado na passada “folha” Eça & Outras, entre os passados dias 26 de agosto e 11 de setembro, decorreu no Palácio de Cristal no Porto a tradicional Feira do Livro onde, pela segunda vez, a associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana (ASCR-CQ) esteve presente com as suas publicações e sobretudo com o seu contato com o público que se foi inteirando dos seus objetivos e realizações. No primeiro dia da Feira o seu stand foi também visitado pelo presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que conversou demoradamente com os membros dos corpos gerentes e investigadoras presentes, acompanhado, entre outros, pelo nosso confrade Professor Doutor Sebastião Feyo, presidente da Assembleia Municipal do Porto. 

Jorge Fernandes Alves, José Manuel Tedim e J. A. Gonçalves Guimarães;
foto de Fátima Teixeira.

Lançamento de «A Frota Mercantil do Porto…»

            No programa delineado para esta presença, a ASCR-CQ lançou no sábado, dia 3 de setembro, na Biblioteca Almeida Garrett a tese de doutoramento de J. A. Gonçalves Guimarães intitulada «A Frota Mercantil do Porto e o Comércio com o Brasil entre 1818 e 1825». A mesa foi composta pelo presidente da direção, Prof. Doutor José Manuel Tedim que apresentou o autor e o orientador da mesma, Professor Doutor Jorge Fernandes Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que perante a assistência escalpelizou as caraterísticas da obra e o seu enquadramento na historiografia nacional. O autor respondeu ainda a algumas interpelações sobre o tema por parte de vários confrades, consócios, colegas e amigos presentes, tendo depois passado a dedicar e a assinar os exemplares que lhe foram sendo apresentados para tal. A obra ficou então à venda no stand da confraria, podendo agora ser adquirida por via postal e o seu Anexo I, um Catálogo de 1300 páginas sobre 1852 embarcações que entraram e saíram a barra do Douro entre aquelas datas ser livremente consultado no site da Academia Eça de Queirós.

As Cinco Pedras

No passado dia 17 de setembro Albert Rostand Lanverly, presidente da Academia Alagoana de Letras lançou o livro As Cinco Pedras, dedicado aos seus netos Arthur, Bia, Leo, Letícia e Gabriel, que na realidade são também personagens deste livro de contos em que o autor recorda o inefável prazer que teve na infância quando escutava nas horas de calma no pátio da casa as estórias de seus maiores que desejava intermináveis para que o encanto não tivesse fim. Agora num livro bem colorido o autor criou para seus netos não apenas um tributo de afeto mas uma memória que as gerações vindouras saberão por certo adaptar aos dias da herança cultural que através dele recebem. 

Música e Património

            Na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro, pelas 18 horas, na Biblioteca Pública de Braga será lançado o livro Paisagem e Património. O Som, a Música e a Arquitetura, coordenado pela Prof.ª Doutora Elisa Lessa da Universidade do Minho, que assina também assina o trabalho «Uma presença na paisagem sonora histórica lisbonense. Música e músicos beneditinos no Mosteiro de S. Bento da Saúde de Lisboa (séculos XVII a XIX)» aí publicados ao lado de vários outros especialistas sobre os temas desta obra, como Nuno Resende que aí publica «Escutar ao Porto. Reconstituição das paisagens sonoras da cidade do Porto no século XIX: o caso da Rua das Flores».

            A apresentação da obra a cargo de J. A. Gonçalves Guimarães, professor de Património e melómano, decorrerá num colóquio em que falarão vários dos autores presentes na obra. O enquadramento musical será feito pela violinista Mariana Fernandes do Departamento de Música da Universidade do Minho que executará a Sonata para violino solo BWV1003 de J. S. Bach

Exposições

O jornal As Artes Entre as Letras do passado dia 14 de setembro dedicou a capa e um artigo interior à exposição «Espessa Escuridão» com obras de Hélder de Carvalho que são um «testemunho possível da desordem destes nossos dias» em que a sua Arte evidencia à saciedade «a guerra e a irracionalidade» do que se passa na Ucrânia e noutros palcos mundiais da desgraça imposta ao cidadão comum. Tendo estado patente ao público, primeiro em Braga e mais recentemente na estação do Metro de São Bento no Porto até ao dia 20 de setembro, por ela passaram milhares de transeuntes que certamente não ficaram indiferentes à linguagem estética do horror feito azorrague das consciências tranquilas que poderemos encontrar em muitas das gravuras de Goya.

 


                        No passado dia 8 de setembro, no Gabinete da Bienal de Gaia, dos Artistas de Gaia - Cooperativa Cultural, junto da Estação Ferroviária de General Torres, abriu ao público a exposição de esculturas «Múltiplas Expressões» do canteiro ornatista António Pinto, com a presença de muitos dos seus amigos e consócios daquela cooperativa. Na abertura usaram da palavra Agostinho Santos, presidente da instituição e diretor da Bienal de Gaia, J. A. Gonçalves Guimarães, em representação da Confraria Queirosiana, e o autor das obras expostas.

Música

O agrupamento musical Eça Bem Dito, da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, participou na animação do festival da Associazine Sapori Italiani que decorreu entre os dias 20 e 25 de setembro na marginal da Beira Rio de Vila Nova de Gaia entoando um conjunto de canções napolitanas de finais do século XIX e princípios de XX acompanhadas ao piano por Maria João Ventura. A sua próxima atuação será no capítulo da Confraria a 19 de novembro em que entoarão     diversas melodias brasileiras do século XIX.

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Eça & Outras, III.ª série, n.º 169, domingo, 25 de setembro de 2022; propriedade da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana; C.te n.º 506285685; NIB: 0018000055365059001540; IBAN: PT50001800005536505900154; email: queirosiana@gmail.com; www.queirosiana.pt; confrariaqueirosiana.blospot.com; eca-e-outras.blogspot.com; vinhosdeeca.blogspot.com; coordenação da página: J. A. Gonçalves Guimarães (TE-164 A); redação: Fátima Teixeira; inserção: Amélia Cabral.

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Jornadas Europeias do Património 2022

                                                      

O Conselho da Europa e a Comissão Europeia, através da Direção Geral do Património Cultural organizam as Jornadas Europeias do Património 2022 dedicadas ao Património Sustentável.
Como habitualmente o Solar Condes de Resende organizará na tarde do próximo sábado, dia 24, entre as 15.00 e as 19.00h, um colóquio presencial e por videoconferência de acesso livre com apresentação de quatro temas por diversos investigadores.
Esta sessão pode também ser acompanhada via zoom através do seguinte endereço:

Eça Queirós está convidando você para uma reunião Zoom agendada.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Curso livre no Solar Condes de Resende sobre O Brasil duzentos anos depois


Curso livre sobre O Brasil duzentos anos depois

certificado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente

 

A partir de 15 de outubro próximo, o Solar Condes de Resende e a Academia Eça de Queirós, grupo de trabalho da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, com o patrocínio da Câmara Municipal de Gaia e a colaboração de outras entidades, vão organizar um curso sobre o Brasil duzentos anos depois

Destinado ao público em geral, é particularmente interessante para professores e estudantes dos diversos graus do Ensino, mas também para qualquer cidadão que tenha afinidades ou curiosidades sobre o grande país da CPLP da América do Sul com tão estreitas ligações a Portugal. As aulas do curso serão ministradas por especialistas com obra publicada sobre a matéria e decorrerão ao longo dos meses entre outubro de 2022 e abril de 2023, à média de duas tardes de sábado por mês no Solar Condes de Resende, entre as 15 e as 17 horas, mas também por videoconferência, conforme programa anexo, o qual poderá sofrer pequenos ajustes pontuais previamente divulgados aos inscritos. A todos os participantes será entregue um certificado de frequência e disponibilizada bibliografia dos respetivos professores. Aos docentes dos diversos graus de ensino inscritos (mas só no caso de o seu número ser superior a dez) será passado um certificado de formação credenciada. Aos inscritos para assistirem por videoconferência será previamente enviado o link para poderem assistir a cada sessão.

A frequência do Curso implica a inscrição prévia e o respetivo pagamento. O programa definitivo poderá ser visto em confrariaqueirosiana.blogspot.com

 

J. A. Gonçalves Guimarães, diretor do Solar Condes de Resende

José Manuel Tedim, presidente da Academia Eça de Queirós

 

Ficha inscrição https://www.slideshare.net/queirosiana/curso-brasil-inscriodo

Programa https://www.slideshare.net/queirosiana/curso-brasil-programapdf

 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Convite

 


Convite

José Manuel Tedim, presidente da direção da associação cultural Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, e J. A. Gonçalves Guimarães, investigador do seu Gabinete de História, Arqueologia e Património e autor da obra A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825 convidam V. Ex.ª para o seu lançamento que terá lugar na Feira do Livro do Porto no dia 3 de setembro, sábado, pelas 14 horas, na Sala Multimédia da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

A obra será apresentada pelo Professor Doutor Jorge Fernandes Alves, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

A direção

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Palestra das últimas quintas-feiras do mês - 25 agosto

 


«Arte Publicitária dos Vinhos do Douro e do Porto: os artistas estrangeiros»,

por J. A. Gonçalves Guimarães

Solar Condes de Resende, 25 de agosto de 2022, 18,30

Desde a segunda metade do século XIX que as casas exportadoras de vinhos do Douro e do Porto cuidaram da sua publicidade através da criação de logótipos e da produção de rótulos e outros informativos de garrafa; marcas de fogo em pipos e caixotes; impressos de vários tipos, catálogos e postais; painéis publicitários; painéis de azulejos; fotografia e cinema; anúncios em jornais e revistas; taças e troféus; partituras; jingles radiofónicos; estátuas, bustos e estatuetas; brindes diversos. Mas foram os cartazes a mais elaborada e perdurável forma de Arte Publicitária produzida desde finais do século XIX. Nesta palestra serão apresentados os artistas estrangeiros que produziram esses cartazes e onde se foram eles inspirar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, de J. A. Gonçalves Guimarães

 


A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, de J. A. Gonçalves Guimarães

A 24 de Agosto de 1820 eclode na cidade do Porto uma Revolução constitucional que irá não só ditar o futuro imediato de Portugal e do Brasil, mas também o desta cidade portuária e mercantil, placa giratória de mercadorias entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo, a América do Norte e a América do Sul, as Ilhas Atlânticas, a África e o Brasil. Sobre este cenário J. A. Gonçalves Guimarães, elaborou a sua tese de doutoramento intitulada A Frota Mercantil do Porto e o comércio com o Brasil entre 1818 e 1825, agora data à estampa com a chancela da Confraria Queirosiana. No Prefácio, da autoria do Professor Doutor Jorge Fernandes Alves, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, pode ler-se: «O autor segue, com pormenores informativos recolhidos em variadas fontes documentais e impressas, o percurso de 155 firmas de armadores-negociantes [da praça mercantil do Porto], cujas fichas traz para o texto do relatório, anotando incidentes marítimos e/ou movimentos comerciais, procurando ainda os entroncamentos familiares e outros dados de natureza individual. A perspetiva usada de micro-história, seguindo os percursos individuais, traduz-se num importante contributo para desvendar o sujeito neste grupo histórico de forte incidência local, atribuindo-lhes um papel no seu mundo, trazendo o homem à superfície nas suas ações e decisões, ainda que no quadro de forças mais amplas que o condicionam, numa opção de investigação que ajuda a conferir à história económica e social novas configurações».

A obra tem ainda como complemento o Anexo I, um Catálogo referente a 1852 embarcações que entraram e saíram a barra do Douro no período estudado, com muitos dados sobre as mesmas (armador, estaleiro, capitão ou mestre, rotas, cargas, consignatários e outras indicações) em muitos casos para datas anteriores e posteriores às deste estudo. O referido Catálogo existe apenas em versão eletrónica acessível em:

https://academiaecadequeiros.blogspot.com podendo igualmente ser solicitado para: queirosiana@gmail.com

https://www.slideshare.net/queirosiana/frota-anexo-ipdf