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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

4ª sessão do Curso livre sobre História-Património-Turismo

 


Turismo enológico

O vinho constitui elemento da cultura portuguesa e gerou patrimónios de vasta abrangência, dispersos por todo o território.
O norte de Portugal integra boa parte dessa riqueza, já hoje transformada em produto turístico. Importa, pois, conhecê-la e divulgá-la, enquanto estratégia de valorização dos territórios nos quais se insere.
Assim, ao longo deste módulo, propomo-nos percorrer quintas vinhateiras durienses e da região dos vinhos verdes, as de maior enraizamento histórico, mas igualmente as unidades de produção mais recentes.
Olhar a sua arquitetura, paisagem, património artístico e religioso, estruturas vinárias e equipamentos associados, bem como os diferentes sistemas de armação da vinha que lhes andam associados.
Hoje o enoturismo vai-se afirmando enquanto atividade económica complementar que ganhou especial impulso em consequência da recente visibilidade turística internacional de Portugal. Importa, assim, colocar em diálogo saberes complementares que contribuam para o seu enriquecimento.
 
António Barros Cardoso

terça-feira, 2 de novembro de 2021

3ª sessão curso livre sobre História-Património-Turismo


«Da jornada à viagem: o Turismo e a Literatura»

 Nuno Resende

O conceito de viagem é um conceito recente. Embora amiúde utilizado para designar qualquer deslocação que fazemos nos dias de hoje, a viagem foi, até ao século XIX, sinónimo de grande empresa, travessia oceânica ou ousada descoberta. Jornada era o termo que designava o itinerário de um dia, por via terrestre, geralmente associado a obrigação política, religiosa ou económica. As deslocações de ócio, embora inauguradas pelo homem renascentista, só se farão sentir a partir do século XVIII, primeiro como meio de aprendizagem e descoberta, depois como método higienista e, hoje, como prática social disseminada. Também o conceito de Turismo se alterou muito nos últimos 2 séculos, desde o Grand Tour, passando pelo fenómeno dos Globe Trotters até ao turismo de massas contemporâneo. Através da literatura fazemos uma incursão por estes e outros conceitos, procurando aferir de algumas das qualidades desta fonte para a reconstituição de lugares, eventos e patrimónios desde finais do século XIX.

Inscrições: queirosiana@gmail.com

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

2ª sessão do Curso livre sobre História-Património-Turismo


«Roteiros queirosianos e outros»
por J. A. Gonçalves Guimarães

Um pouco por todo o mundo a vida e obra de muitos escritores dá origem a itinerários turísticos ora em busca dos seus dados biográficos ora dos cenários das suas ficções. Nesta aula vão ser abordados os itinerários queirosianos nacionais e internacionais, mas também sugestões para passeatas à beira da porta na companhia de Camilo, Almeida Garrett e Teixeira de Vasconcelos.

Programa e boletim de inscrição em www.queirosiana.pt

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Curso livre sobre História - Património - Turismo



Curso livre sobre História - Património - Turismo

certificado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente

 

A partir de 16 de outubro próximo, o Solar Condes de Resende e a Academia Eça de Queirós, grupo de trabalho da associação Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, com o patrocínio da Câmara Municipal de Gaia e a colaboração de outras entidades, vão organizar um curso sobre História - Património - Turismo.

Destinado ao público em geral, é particularmente interessante para professores e estudantes dos diversos graus do Ensino, do Património e do Turismo, as aulas do curso serão ministradas por especialistas com obra publicada sobre a matéria, e decorrerão ao longo dos meses entre Outubro e Abril à média de duas tardes de sábado por mês no Solar Condes de Resende, entre as 15 e as 17 horas, mas também por videoconferência, conforme programa anexo, o qual poderá sofrer pequenos ajustes pontuais previamente divulgados aos inscritos, A todos os participantes será entregue um certificado de frequência e disponibilizada bibliografia dos respetivos professores. Aos docentes dos diversos graus de ensino inscritos (mas só no caso de o seu numero ser superior a dez) será passado um certificado de formação credenciada. Aos inscritos para assistirem por videoconferência será previamente enviado o link para poderem assistir à sessão.

A frequência do Curso implica a inscrição prévia e o respetivo pagamento. A todos os participantes será oferecido um livro sobre a temática do curso O programa definitivo poderá ser visto em confrariaqueirosiana.blogspot.com

 

J. A. Gonçalves Guimarães, diretor do Solar Condes de Resende

José Manuel Tedim, presidente da Academia Eça de Queirós

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Ficha de inscrição: Curso livre sobre História – Património - Turismo organizado por Academia Eça de Queirós; certificado pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente que decorrerá no Solar Condes de Resende

 

Nome_______________________________________________________________________              

 

Morada______________________________________________________________________

 

Código postal_____________    ________ tel. de contacto______________________________

 

Profissão___________________________email_____________________________________

 

NIF _______________________________ Certificação: Sim _____ Não _____

 

Presencial___________________________ Por videoconferência_________________________

 

Preço da inscrição (Curso todo): sócios dos ASCR-CQ – 80 €; não sócios – 90 €; sessão avulsa: sócios - 10€; não sócios – 12€. Pagamento prévio por transferência bancária para o NIB abaixo indicado.

 

Datas das sessões: a partir de 16 de outubro de 2021, num total de 14 sessões, duas tardes de sábado por mês, entre as 15 e as 17 horas, até abril de 2021.

 

Assinatura_______________________________________________________

 

Data__________/_______/______


A direção do Solar Condes de Resende e a Academia Eça de Queirós da associação Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana vão realizar o 29.º curso livre (2021/2022) sobre Turismo, um dos fatores mais importantes da retoma económica, nomeadamente na área do Turismo Cultural, onde a História e o Património são a base indispensável.

29.º Curso 2020/2021: História – Património - Turismo

Outubro     1.ª sessão – sábado, 16 – 15-17 horas

Professor convidado a indicar

                  2.ª sessão – sábado, 23 – 15-17 horas

«Le Grand Tour e o fenómeno do turismo de massas» 

- Prof. Doutor José Manuel Tedim.

Novembro 3.ª sessão – sábado, 06 – 15-17 horas

«Da jornada à viagem: o Turismo e a Literatura» 

- Prof. Doutor Nuno Resende

                   4.ª sessão – sábado, 04 – 15-17 horas

«Roteiros Queirosianos e outros» 

- Prof. Doutor J. A. Gonçalves Guimarães

Dezembro 5.ª sessão – sábado, 04– 15-17 horas

«Turistas na cidade e cidade de turistas» 

- Professor Doutor José Alberto Rio Fernandes

                   6.ª sessão – sábado, 11 – 15-17 horas

«Turismo religioso» 

- Prof.  Dr. D. Américo de Aguiar

2022

Janeiro        7.ª sessão – sábado, 08– 15-17 horas

«Ao Sabor de Portugal – Rotas de Turismo  Gastronómico»

- Prof. Dr.ª Olga Cavaleiro

                    8.ª sessão – sábado, 22– 15-17 horas

«Turismo Enófilo» 

- Prof. Doutor Barros  Cardoso

Fevereiro     9.ª sessão – sábado, 12 – 15-17 horas

«Turismo Musical» 

- Prof. Doutora Elisa Lessa

                  10.ª sessão – sábado, 26– 15-17 horas

«Turismo Militar» 

- Prof. Doutor Sérgio Veludo Coelho

Março        11.ª sessão – sábado, 12– 15-17 horas

«Hotéis queirosianos» 

Prof. Mestre Fátima Teixeira

                  12.ª sessão – sábado, 26 – 15-17 horas

«O roteiro queirosiano do Egito e Terra Santa» 

- Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo

Abril          13.ª sessão – sábado, 09 – 15-17 horas

 - Professor Convidado

                   14.º sessão – sábado, 16 – 15-17 horas

«Turismo como fator económico, social e cultural» 

 - Professor Doutor Carlos Costa



quarta-feira, 21 de abril de 2021

14ª e última sessão do Curso sobre o Antigo Egito



A ESCRITA HIEROGLÍFICA EGÍPCIA

A escrita hieroglífica é a mais conhecida entre os diversos tipos de escrita usados pelos antigos Egípcios ao longo de mais de três milénios. Ela é composta por  ideogramas (signos que transmitem ideias) e por fonogramas (signos que registam sons), os quais se completam e complementam de forma harmoniosa, e para a sua correta execução era necessário ter noções de apurada estética gráfica e possuir bons dotes de desenho e de caligrafia.

Usados desde a emergência do Egito unificado em finais do IV milénio, os signos que viriam a constituir a escrita hieroglífica, e que são facilmente diferenciáveis de qualquer outra escrita universal, foram um inesgotável manancial decorativo nas obras de arte, legendando e complementando as imagens e compondo uma rica iconografia, que hoje podemos admirar em paredes de templos e de túmulos, em estelas e em estátuas, e em muitos objetos decorativos e utilitários que se expõem em muitos museus do mundo – incluindo em Portugal.

O estilo de desenho das centenas de signos não foi sempre igual ao longo dos séculos, considerando-se os belos hieróglifos do Império Médio e os do Império Novo, nomeadamente os que foram usados durante a XVIII dinastia, como expoentes da elegância e do virtuosismo estético-gráfico, tendo sido depois a fonte de inspiração para os textos da XXVI dinastia, com o celebrado «renascimento saíta» dos séculos VII-VI a. C.

Mesmo quando, no decurso dos séculos, outras formas de escrita mais prática se foram impondo sobre vários suportes materiais (a escrita hierática e a demótica), os hieróglifos não perderam o seu estatuto de elementos de uma escrita sagrada, mantendo o seu claro monopólio de utilização em estelas de maior significado religioso ou político-ideológico e nas inscrições murais de templos e de túmulos, sendo em geral pintados em cores apropriadas.

A identificação de cada um dos signos hieroglíficos, desde que apresentados de forma não cursiva, torna-se relativamente fácil porque eles representam seres ou objetos concretos. O sistema começou por ter uma fase pictográfica, e os signos representavam seres humanos e as suas partes, animais, e ainda os astros, a vegetação, a geografia e os objetos do quotidiano que qualquer egípcio poderia «ler» sem dificuldade. Note-se que as figuras são apresentadas regra geral vistas de lado, outras vistas de cima (a mosca, o lagarto e o escaravelho, por exemplo) ou de frente – o que interessava era obter um fácil reconhecimento de cada hieróglifo.

Os signos podiam ser lidos da direita para a esquerda (que era a forma mais corrente), da esquerda para a direita e ainda de cima para baixo, sendo muito fácil perceber o sentido da leitura e, desta maneira, o início do texto: bastará seguir a posição dos signos que estão a olhar ou a apontar para o começo da respetiva frase.

Alguns hieróglifos têm apenas um som, tal como as nossas letras atuais (os unilíteros), ou têm dois sons (os bilíteros), ou três (os trilíteros). Além destes, que de facto se leem, há outros que se colocam no fim da palavra para esclarecer o seu sentido: são os determinativos (que podem ser fonéticos ou ideográficos).

Assim, e tendo em conta a aparente simplicidade do sistema, os signos ideográficos ou ideogramas representam, de imediato, aquilo que figuram, os signos fonéticos ou fonogramas dão apenas os sons (mais precisamente os sons das consoantes, as vogais não se escreviam), e os determinativos, colocados no final da palavra, não se leem mas facilitam a compreensão da ideia que se pretende transmitir. Agora é só começar a escrever...

Luís Manuel de Araújo

quarta-feira, 14 de abril de 2021

13ª sessão do Curso livre sobre o Antigo Egito


O ANTIGO EGIPTO NO CINEMA

13ª SESSÃO | 17 DE ABRIL DE 2021 | 15-17 HORAS

Resumo

José das Candeias Sales

(Universidade Aberta, CHUL)

 Não se pode ignorar, antes, pelo contrário, tem de se reconhecer, o enorme poder de sedução e de influência do cinema na formação de ideias e representações sobre o antigo Egipto e, sobretudo, o seu papel na globalização do conhecimento cultural sobre a civilização dos faraós, a sua cultura, as suas caraterísticas, as suas personagens e as suas divindades. Nesta sessão, passaremos em revista uma série de filmes que, desde as décadas de 50 e de 60 do século XX até à actualidade, foram moldando a percepção de milhões de espectadores sobre a Egipto antigo.