O Turismo na pós-pandemia
1 – Poderá a Região do Porto e Norte regressar aos indicadores de 2019?
2 – Relação entre Cultura e Turismo, fatalidade ou oportunidade?
3 – Quais os nossos fatores críticos de sucesso?
A Academia Eça de Queirós é uma comissão permanente dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana formada por todos os sócios e confrades com formação académica que se dedicam ao estudo, investigação e divulgação de temas oitocentistas e novecentistas, nomeadamente da vida, obra e época de Eça de Queirós.
O Turismo na pós-pandemia
1 – Poderá a Região do Porto e Norte regressar aos indicadores de 2019?
2 – Relação entre Cultura e Turismo, fatalidade ou oportunidade?
3 – Quais os nossos fatores críticos de sucesso?
O turismo gastronómico descobre-se devagarinho. Há ainda a incapacidade de
valorizar a riqueza das partes que constituem o todo. Mas para a ação
precisamos mergulhar a fundo no território e dele extrair o conhecimento que
nos irá guiar na constituição de possíveis rotas gastronómicas.
A acumular à estratégia, nunca esquecer o sabor. Não o
cliché propagado na versão comercial de cozinha portuguesa, mas aquele que
vive escondido em memórias e histórias que mataram a fome e fizeram a festa dos
que nos antecederam.
Ao sabor de uma boa conversa, descobrir Portugal e perceber como podemos
exportar o território e tudo o que nele acontece.
Turistas na cidade e cidade dos turistas
Na
transição do século XX para o século XXI, dois grandes movimentos se conjugaram
para a explosão do turismo urbano além de Londres, Paris, Roma e Veneza e
poucas mais cidades.
Por
um lado, o turismo, essencialmente concentrado na associação sol e praia, passou
a fazer-me mais vezes ao longo do ano e em estadas mais curtas. Por outro lado,
as cidades, desindustrializadas e suburbanizadas, viram no turismo uma
alternativa para criar emprego e vitalidade no tecido antigo, potenciando a
atratividade dos seus centros.
Vai-se
falar das consequências desta mudança - uma revolução! -, nas cidades de Porto
e Gaia, e das posições que se tomaram ou podem tomar face à mudança, onde os
voos de baixo custo e as novas procuras mundiais (da Europa de Leste, do Brasil
e da China) são essenciais.
Em
tempo de reflexão - a que a pandemia obriga todos - propõe-se a necessidade de
uma posição política, com planeamento e ação, a favor do turismo, mas contrária
a uma cidade dominada pelos turistas.
«Da jornada à viagem: o Turismo e a Literatura»
Nuno Resende
O conceito de viagem é um conceito recente. Embora amiúde utilizado para designar qualquer deslocação que fazemos nos dias de hoje, a viagem foi, até ao século XIX, sinónimo de grande empresa, travessia oceânica ou ousada descoberta. Jornada era o termo que designava o itinerário de um dia, por via terrestre, geralmente associado a obrigação política, religiosa ou económica. As deslocações de ócio, embora inauguradas pelo homem renascentista, só se farão sentir a partir do século XVIII, primeiro como meio de aprendizagem e descoberta, depois como método higienista e, hoje, como prática social disseminada. Também o conceito de Turismo se alterou muito nos últimos 2 séculos, desde o Grand Tour, passando pelo fenómeno dos Globe Trotters até ao turismo de massas contemporâneo. Através da literatura fazemos uma incursão por estes e outros conceitos, procurando aferir de algumas das qualidades desta fonte para a reconstituição de lugares, eventos e patrimónios desde finais do século XIX.
Inscrições: queirosiana@gmail.com