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quarta-feira, 12 de junho de 2013


Cursos livres do Solar Condes de Resende


Até 1982, ano em que foi fundado o Gabinete de História e Arqueologia, praticamente não havia investigação científica nas áreas das Ciências Humanas e Sociais em Vila Nova de Gaia. Até então apenas a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto tinha duas unidades de investigação no território gaiense, o Instituto Geofísico da Serra do Pilar e o Observatório Astronómico Professor Doutor Manuel Barros, no Monte da Virgem, os quais não tinham praticamente qualquer incidência cultural na sociedade local. Aliás consideravam-se “do Porto”.
Em 1987 o Solar Condes de Resende começou a funcionar como Casa Municipal de Cultura para as áreas da História, Arqueologia, Antropologia Cultural e Património, e o Gabinete continuou a sua ação. Apareceram entretanto outras unidades de investigação: o Parque Biológico para a Educação Ambiental e a Estação Litoral da Aguda para a Biologia Marítima.
A investigação científica não existe para os investigadores, os eruditos, os especializados; os seus objetivos são as pessoas que a apreciam e dela carecem pelos mais diversos motivos, para a existência de uma sociedade mais evoluída, mais culta, mais capaz. Por outro lado, em alguns sectores, divulgou-se a ideia e a prática de que a Cultura é uma atividade para debutantes ou um fait divers de eventos e espetáculos, ou que qualquer um, desde que “espertinho” ou “culto”, independentemente da sua formação académica, tem jeito para as “Letras”. Ora a Cultura é uma atividade de profissionais que produzem conhecimento com metodologias e objetivos próprios de cada área de investigação. Cultura é o que fica, não é o que passa. A História dos historiadores, a Arqueologia dos arqueólogos, a Antropologia dos antropólogos, o Património dos patrimoniólogos e assim por diante, do mesmo modo que a Medicina é dos médicos, o Direito dos advogados, a Engenharia dos engenheiros, a Arquitetura dos arquitetos. As universidades continuam abertas e quem quiser mudar de atividade só lhe resta fazer a respetiva licenciatura como curso base. O resto é ficção, aldrabice e exercício ilegal de atividade profissional.
Por todos estes motivos desde 1991 que o Solar tem realizado cursos livres sobre os mais diversos temas, organizados pelo seu diretor em colaboração com o Gabinete de História, Arqueologia e Património e mais recentemente com outras entidades, como a Academia Eça de Queirós e professores de diversas universidades, continuando também a organizar ou a acolher outros cursos mais técnicos ou lúdicos, como o de Danças de Salão (desde 2006) e o de Pintura e outras expressões plásticas, desde 2008.
Tem sido objetivo do Solar e das entidades acima referidas ministrar cursos livres sobre temáticas pouco habituais noutros estabelecimentos de ensino e trazer até aos seus alunos os melhores especialistas que realizaram investigação recente e inovadora.

J. A. Gonçalves Guimarães
diretor do Solar Condes de Resende
coordenador do Gabinete de História, Arqueologia e Património

Professores dos cursos do Solar Condes de Resende

(Com a colaboração do Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia,
e outras instituições)

1991/1992 – Introdução ao Património Cultural de Vila Nova de Gaia

Alfredo Fernando Ventura de Sousa
Armando Coelho Ferreira da Silva
Francisco Barbosa da Costa
Joaquim António Dias Tavares
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Maria Susana Faro da Costa
Maria Teresa Lapa Soares
Sérgio Monteiro Rodrigues

1992 – Curso de Fotografia

Alfredo Fernando Ventura de Sousa
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Manuel Magalhães

1992/1993 – História do Património Natural de Vila Nova de Gaia

Alexandre Valente
Alfredo Fernando Ventura de Sousa
Américo Oliveira
António Teixeira
Celeste Alves Coelho
Joana Marques Vidal
João Gonçalves Costa
Joaquim António Dias Tavares
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Jorge Paiva
Paulo Talhadas dos Santos
Serafim Riem
Teresa Andresen

1994 – Gastronomia do Douro Litoral

Álvaro Reis
António Martins Peres
António de Sousa Pedrosa
Eduarda Pereira
Francisco Barbosa da Costa
João Gonçalves Costa
Joaquim António Dias Tavares
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Maria Ester Pinho Ferreira
Paulo Talhadas dos Santos
Ricardo Nicolau de Almeida

1994/1995 – A Família como Realidade Histórica

Amândio Tavares
Ana Maria Nóbrega
Francisco Barbosa da Costa
Francisco Ribeiro da Silva
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
José Manuel Tedim
José Pereira da Graça
Luísa Ferreira da Silva
Maria Helena Vilas-Boas e Alvim
Silvestre de Almeida Lacerda

(A partir desta data, com a colaboração dos Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana)

2002 – Geologia e Geomorfologia da Praia de Lavadores

Paulo António dos Santos Pinheiro da Rocha

2002/2003 – Introdução ao Estudo de Línguas Antigas: Egípcio, Chinês, Grego, Árabe, Hebraico, Latim

Abdelilah Suisse
Ana Maria Amaro
Irene Rodrigues
José Augusto Ramos
José Geraldes Freire
Luís Manuel de Araújo
Maria Helena da Rocha Pereira

2003/2004 – História de Gaia e do Grande Porto

Abel Cruz
Alcina Manuela de Oliveira Martins
Ana Sílvia Albuquerque
António Manuel S. P. Silva
Armando Coelho Ferreira da Silva
Francisco Ribeiro da Silva
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Paulo António dos Santos Pinheiro da Rocha
Sérgio Monteiro Rodrigues
Sérgio Veludo Coelho
Silvestre de Almeida Lacerda

2004/2005 – História da Arte em Gaia e no Grande Porto: do Românico a Eduardo Luís

Ana Margarida Portela
Fernanda Sampaio
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Joaquim António Gonçalves Guimarães
José Guilherme Abreu
José Manuel Tedim
José Salgado
Luísa Reis Lima
Manuel Real
Margarida Acciaioli

2005/2006 – História de Gaia e do Grande Porto (2.ª edição)

Amândio Jorge Morais Barros
António Barros Cardoso
Armando Coelho Ferreira da Silva
Fernando Aníbal da Costa Peixoto
Francisco Ribeiro da Silva
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Jorge Alves
Luís Miguel Duarte
Sérgio Monteiro Rodrigues
Sérgio Veludo Coelho

2006/2007 – Cultura Popular, Etnografia e Folclore

Alexandre Parafita
Álvaro Campelo
Berta Ferreira Milheiro Nunes
Gabriela Casella
Isabel Fernandes
João Alpuim Botelho
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Joaquim Pais de Brito
Jorge Castro Ribeiro
José Augusto Maia Marques
Teresa Soieiro

2007/2008 – Douro, Gaia, Porto: História e Carisma de uma Região (3.ª edição)

António Barros Cardoso
António de Sousa Pedrosa
António Manuel S. P. Silva
Armando Coelho Ferreira da Silva
Fernando Peixoto
Gaspar Martins Pereira
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Joel Cleto
José Manuel Alves Tedim
Mário Jorge Barroca

(Com a colaboração da Academia Eça de Queirós dos ASCR-Confraria Queirosiana)

2008 – Arte Rupestre Europeia

Fernando Augusto Coimbra

2008/2009 – Eça de Queirós, sua vida, sua obra, sua época

Arie Pos
Carlos Fiolhais
Isabel Pires de Lima
Joaquim António Gonçalves Guimarães
José Manuel Tedim
Luís Manuel de Araújo
Maria Teresa Lopes da Silva
Mário Vieira de Carvalho
Norberto Barroca
Nuno Resende

2009/2010 – História de Gaia e do Grande Porto, 4.ª edição – Biografias de Homens e Mulheres

Amândio Jorge Morais Barros
Joaquim António Gonçalves Guimarães
Nuno Resende

2010/2011 – Património Religioso e Arte Sacra

Adélio Fernando de Lima Pinto Abreu
António Manuel S. P. Silva
Arlindo de Magalhães Ribeiro da Cunha
Carlos Alberto Brochado de Almeida
Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Joaquim António Gonçalves Guimarães
José Manuel Tedim
Luís Manuel de Araújo
Nuno Resende

2011 – História da Joalharia em Portugal

Gonçalo de Vasconcelos e Sousa

2011/2012 – Eça de Queirós, sua vida, sua obra, sua época (2.ª edição)

Anabela Freitas
Ana Margarida Dinis Vieira
Fernando Coimbra
Jaime Milheiro
J. A. Gonçalves Guimarães
José Manuel Tedim
José Maia Marques
Luís Manuel de Araújo
Nuno Resende

2012/2013 – Esplendor da Arqueologia: Ciência, Cultura e Turismo.

António C. Lima
António Manuel Silva
Armando Coelho Ferreira da Silva
Fernando Coimbra
J. A. Gonçalves Guimarães
Joel Cleto
José Manuel Tedim
Laura Peixoto
Lino Tavares Dias
Luís Manuel de Araújo
Manuel Real

2013/2014 – História Empresarial e Institucional

Ana Cristina Correia de Sousa
Francisco Ribeiro da Silva
Joel Cleto
José Manuel Tedim
Laura Peixoto
Nuno Resende
Silvestre de Almeida Lacerda:
Susana Moncóvio

A História Empresarial e Institucional é uma área do saber muito pouco divulgada entre nós – ao contrário do que se passa em vários países da União Europeia, e dos EUA – a qual tem o maior interesse no âmbito da História Contemporânea, fundamental para os cidadãos compreenderem o mundo atual a partir da Revolução Industrial do século XIX e perspetivam o futuro imediato, pelo que os seus conteúdos são úteis para os professores de História; Geografia (Geografia Humana, binómio campo/cidade e as suas transformações); Educação Visual (Publicidade, embalagens, design de produtos); Economia (Custos de produção e salários); Estudo do Meio (Toponímia; edifícios; biografias) entre outros, bem assim como para todos os que se interessam por estas matérias.
Desaparecidas que foram muitas dessas empresas é nas instituições públicas e privadas que se preserva a sua memória e a dos empresários que as fundaram ou desenvolveram.

Características do curso:

Datas e horários: 13 sessões de 2 horas cada, entre as 15 e as 17 horas, ao ritmo de duas tardes de sábado por mês, entre Novembro de 2013 e Maio de 2014.

Nota: omitimos os títulos académicos dos professores porque alguns foram mudando de grau ao longo destes anos; entre 1995 e 2002 não houve cursos em virtude de estar em construção o auditório do Solar.



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Regulamento da Academia Eça de Queirós


Capitulo 1

Natureza, fins e sede

Artigo 1º - A Academia Eça de Queirós é uma comissão especial permanente dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana (ASCR-CQ), criada ao abrigo do Art.º 43 dos Estatutos e do Regulamento das Comissões Especiais.

Art.º 2º - Esta comissão tem como objectivo congregar todos os sócios que, em todas as áreas do conhecimento, se dedicam ao estudo e divulgação da vida e obra de Eça de Queirós, dos seus contemporâneos e, de um modo geral, da sua época e da sua influência na sociedade portuguesa e mundial até ao presente.

Art.º 3.º - A Direcção dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana prestará à Academia todo o apoio para a persecução dos seus fins.

Art.º 4.º Para atingir tais fins deve a Academia:
a) Promover a investigação científica de todos os aspectos naturais, humanos, sociais, técnicos, artísticos e filosóficos desenvolvidos ao longo dos séculos XIX e XX e tornar públicos os resultados;
b) Estabelecer ligações com todas as agremiações portuguesas e estrangeiras que perseguem fins idênticos;
c)    Colaborar no estudo e divulgação do Património Cultural dos séculos XIX e XX;

Art.º 5.º - Sempre que solicitada, a Academia poderá emitir pareceres sobre as matérias de sua competência.

Art.º 6.º - A Academia Eça de Queirós tem a sua sede no Solar Condes de Resende, sem prejuízo da criação de dependências onde tal se torne necessário.

Capitulo II

Dos Académicos

Art.º 7.º - Podem ser membros da Academia quaisquer sócios confrades dos ASCR-CQ que possuam formação académica de nível superior em qualquer área do conhecimento e que se dediquem à investigação, estudo e divulgação de temas oitocentistas e novecentistas.

Art.º 8.º - Os académicos efetivos agrupam-se nas seguintes categorias:
a)    Académicos de mérito, os sócios confrades grão louvados, distinguidos pela sua obra publicada ou serviços excepcionais.
b)    Académicos honorários, os sócios confrades grão louvados, distinguidos por terem prestado relevantes serviços à Academia.
c)    Académicos de número, os sócios confrades louvados com obra de investigação publicada de acordo com os objectivos da Academia
d)    Académicos correspondentes, os sócios confrades leitores que habitualmente se dedicam à investigação, estudo e divulgação de temas oitocentistas e novecentistas.
e)    Podem ainda ser académicos beneméritos os sócios confrades mecenas que prestem excepcionais serviços à Academia.

§ único - Os sócios dos ASCR -CQ que ainda não são confrades poderão ser nomeados académicos agregados nas respectivas categorias, passando a efectivos quando forem insigniados na Confraria Queirosiana.

Art.º 9.º - Os académicos efetivos usarão o trajo da Confraria Queirosiana e as respectivas insígnias, as quais serão assim acrescentadas
a) Académicos de mérito e beneméritos - insígnia de confrade grão louvado ou mecenas debruada com um galão largo em vermelho em ambos os bordos exteriores.
b) Académicos honorários - insígnia de confrade grão louvado debruada com um galão estreito vermelho em ambos os bordos exteriores
c) Académicos de número - insígnia de confrade louvado, debruada com um galão largo vermelho junto do bordo exterior
d) Académicos correspondentes - insígnia de confrade leitor debruada com um galão estreito vermelho no meio da fita da insígnia.

§ único - Para uso exclusivo da Academia Eça de Queirós existirá um emblema em tudo idêntico ao dos ASCR-CQ, com o monograma queirosiano a vermelho (EQ) circundado pela legenda: ACADEMIA EÇA DE QUEIRÓS.

Art.º 10.º - As insígnias dos académicos serão impostas pelo presidente do Conselho Académico em cerimónia  integrada no Capítulo Geral da Confraria Queirosiana ou, excepcionalmente, em cerimónia protocolar convocada para o efeito.

Art.º 11.º - Constituem direitos dos Académicos:
a)      Receber gratuitamente o diploma referente à sua categoria académica.
b)      Usar as insígnias e respectivo trajo nas ocasiões determinadas pelo Conselho Académico.
c)       Solicitar os serviços da Academia para apoio à sua investigação.
d)      Proporem para publicação os seus trabalhos e obras produzidas.
e)      Receber graciosamente as obras publicadas pela Academia.

Art.º 12.º - Constituem deveres dos Académicos:
a)    Colaborar nas actividades da Academia.
b)    Aceitar os cargos para que forem eleitos ou designados.
c)    Divulgar e prestigiar a acção da Academia.
d)    Respeitar a obra dos restantes académicos sem prejuízo da liberdade de crítica e da justa expressão de idéias.
e)    Acatar as decisões do Conselho Académico e as da Academia decididas em Assembleia, de acordo com o presente Regulamento.
f)     Os académicos têm direito a ser tratados pelos títulos universitários conferidos pelas universidades e institutos superiores.

Art.º 13.º - Constituem motivos de destituição académica:
a)    O uso indevido de títulos ou a exibição ou menção de diplomas falsos ou não autenticados por entidade académica legalmente instituída.
b)    A violação dos direitos de autor de obra alheia.
c)    A verificação de comportamento social ou intelectual susceptível de atentar ao bom nome da Academia.

Art.º 14.º - Qualquer processo disciplinar que vise a admoestação, reprimenda ou expulsão do académico será obrigatoriamente instruído pelo Conselho Académico e a decisão proposta à Assembleia, tendo o visado o direito de ser ouvido durante o respectivo processo e estar presente durante o debate a que tal dê origem.

§ - Qualquer sanção que a Assembleia académica entenda fazer cair sobre algum dos académicos só terá efeito se for validada pela Assembleia Geral dos ASCR-CQ, nos termos dos Estatutos.

Capitulo III

Do Conselho Académico

Art.º 15.º - A Academia Eça de Queirós será dirigida por um Conselho Académico constituído por três académicos, sendo o presidente nomeado de entre os que fazem parte da Direcção dos ASCR-CQ, o qual se ocupará da ligação permanente entre a Academia e aquele órgão dos Corpos Gerentes.
No caso de não haver académicos na Direcção dos ASCR-CQ, será nomeado como presidente um académico membro de qualquer dos dois restantes órgãos dos Corpos Gerentes (Mesa da Assembleia Geral ou Conselho Fiscal). Se este caso também se não verificar, a Direcção nomeará como presidente um académico sócio confrade que não faça parte dos Corpos Gerentes, designando contudo um membro da Direcção como elemento de ligação com o Conselho Académico, embora não fazendo parte dele, o qual fará de secretário.

Art.º 16.º - O Conselho Académico proporá à Direcção o plano de actividades e o orçamento para cada ano.

Art.º 17.º - A Direcção dos ASCR-CQ só se pronunciará sobre os aspectos administrativos e de articulação com o funcionamento geral dos ASCR-CQ, competindo ao Conselho Académico definir os aspectos programáticos da Academia, de acordo com os Estatutos dos ASCR-CQ, Regulamento das Comissões Especiais e o Regulamento da Academia Eça de Queirós.

Art.º 18.º - O Conselho Académico cessa funções sempre que termine o mandato dos Corpos Gerentes dos ASCR-CQ, reiniciando-as nos termos deste estatuto.

Art.º 19.º - Compete ao presidente do Conselho Académico:
a)    Representar a Academia.
b)    Presidir às sessões do Conselho Académico e da Assembleia.
c)    Delegar competências noutros académicos.
d)    Propor à Direcção dos ASCR-CQ acções que potenciem o funcionamento da Academia, nomeadamente a admissão de colaboradores remunerados sempre que necessário.
e)    Propor à Assembleia Académica medidas e acções para o bom funcionamento da Academia.
f)     Assinar os diplomas expedidos em nome da Academia.
g)    Manter a observância do estatuto dos ASCR-CQ e deste regulamento.

Capitulo IV

Da Assembleia Académica

Art.º 20.º - Por convocação do Conselho Académico deverá reunir, pelo menos uma vez por ano, a Assembleia Académica, presidida pelos três membros do Conselho Académico.

Art.º 21.º - A Assembleia deverá apreciar e depois votar por voto secreto as propostas de admissão dos académicos e respectivas categorias apresentadas e fundamentadas pelo Conselho Académico.

Art.º 22.º - A Assembleia deverá também discorrer sobre os projectos da Academia e propor acções de investigação, estudo e divulgação dos mesmos.

Art.º 23.º - As Assembleias da Academia são reservadas aos académicos; porém, sempre que o Conselho Académico o entenda, poderão ser abertas a outros, sem direito a intervirem nos trabalhos.

Art.º 24.º - Compete ainda à Assembleia deliberar sobre alterações a este Regulamento e estabelecer prémios, aceitar ou rejeitar doações e deixas testamentárias com exigências condicionais ou modais, os quais proporá á Direcção dos ASCR-CQ para concretização.

Por força dos Estatutos dos ASCR-CQ as doações aceites, ainda que no âmbito da Academia, terão de ser registadas em nome dos ASCR-CQ.

Capítulo V

Das Publicações

Art.º 25.º - A Academia Eça de Queirós deverá prestar toda a colaboração à Revista de Portugal, revista dos ascr-cq.

Art.º 26.º - A Academia deverá publicar ou proporcionar a publicação dos trabalhos dos Académicos.

Art.º 27.º - Os trabalhos publicados são da responsabilidade dos seus autores, mas por eles responde também a Academia quando publicados no âmbito do seu plano editorial.

Capítulo VI

Regime financeiro

Art.º 28.º - Constituem meios financeiros da Academia:

a)  As dotações que os ASCR-CQ lhe destinem cada ano.

b) Os subsídios, doações ou deixas testamentárias expressamente destinadas à Academia, através da contabilidade geral dos ASCR-CQ depois de aprovadas pela Direcção dos ASCR-CQ.

Art.º 29.º - As despesas da Academia que ultrapassem a dotação anual consignada no Art.º 28.º terão de ser previamente submetidas à aprovação da Direcção dos ASCR-CQ.

Capítulo VII

Disposições gerais e transitórias

Art.º 30.º - Este Regulamento foi aprovado na Assembleia Geral dos ASCR-CQ de 27 de Março de 2008, entrando imediatamente em vigor.

Art.º 31.º - Enquanto não for constituída formalmente a Academia Eça de Queirós, funcionará como comissão instaladora o grupo de sócios nomeado pela Direcção dos ASCR-CQ a 3 de Janeiro de 2008. Após a constituição formal da Academia, a Direcção nomeará o Conselho Académico de acordo com o presente Regulamento

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Academia Eça de Queirós


A Academia Eça de Queirós é uma comissão permanente dos Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana formada por todos os sócios e confrades com formação académica que se dedicam ao estudo, investigação e divulgação de temas oitocentistas e novecentistas, nomeadamente da vida, obra e época de Eça de Queirós.
Tem pois como objectivos promover a investigação científica de todos os aspectos naturais, humanos, sociais, técnicos, artísticos e filosóficos desenvolvidos ao longo dos séculos XIX e XX, tornando público os resultados através de conferências, cursos livres e publicações realizadas pelos seus académicos, divulgados também na Revista de Portugal.
Realiza cursos livres no Solar Condes de Resende, ou em outras instituições mediante protocolo, e mantém colaboração com academias portuguesas e estrangeiras que perseguem os mesmos fins.
Os Amigos do Solar Condes de Resende - Confraria Queirosiana têm protocolos de colaboração com a Gaianima, EEM, Associação de Amizade Portugal - Egipto (Lisboa); Edições Gailivro (Gaia); Ateneu Comercial do Porto; Grémio Literário (Lisboa); Fundação Eça de Queiroz (Baião); Amigos de Pereiros (S. João da Pesqueira); Sociedade Eça de Queiroz do Recife (Brasil); Parque Biológico de Gaia, EEM; Jornal As Artes entre as Letras.